09/03/12

quinze minutos de beleza



E no meio de um momento de pura monocromia, um nó na garganta surge ao ver este belíssimo curta metragem. 
Muito bem feito, com uma trilha idem, e com uma simplicidade verdadeira a cada instante.
São destes tipos de quinze minutos que fazem um bem danado a nós!




02/02/12

inspira, expira...


Aquele momento em que você sente tudo, um verdadeiro turbilhão de emoções, mas não consegue expressar nada, porque tudo esta ardendo internamente e só lá, e não tem ninguém para te dar um tapa na cara ou um abraço acolhedor.




passa algo estranho, nos meus olhos castanhos...

02/01/12

música


Ja faz tempo que venho querendo tentar me expressar atravez da música. Mas sempre venho adiando. Esse ano quero mudar isso. Tenho alguns cursos de produção que quero fazer para aprimorar, e também alguns programas e equipamentos a adquirir. Mas enquanto isso, vou usando o GarageBand mesmo, rs, até porque não tenho quase nenhuma noção de produção musical para querer começar com algo muito avançado.
O link ai de cima é para minha primeira experiência, como disse no facebook, não é nenhuma nona sinfonia, mas já deu para eu sentir como a coisa pode vir a ser!

01/01/12

um clipe


só um clipe com um visual legal, 
que de certa forma,  exemplifica bem o processo 
de criação de uma música eletrônica.







29/12/11

sobre animais



Inspirado por este post aqui, reproduzo abaixo trechos de um texto de José Tolentino Mendonça sobre os animais. Ultimamente tenho reparado que estou me dando muito bem com eles, mais que o normal até. Já com os seres humanos, ando pegando cada vez mais implicância, me deixando ainda mais anti-social! A solução talvez seja me mudar para alguma cabana em uma floresta tropical! Estaria fugindo dos problemas, mas também me faria um bem espiritual!



Tudo o que eu sei sobre os animais

Há dias uma amiga disse-me: «Tenho um desejo secreto há muito, o de ver-te a escrever, no espaço que tens a ti reservado, sobre a relação do humano com as outras espécies, sobre as linguagens impercetíveis, sobre a paisagem maior da qual fazemos parte entre tantos outros mistérios».
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Lembro-me que nas primeiras aulas sobre o Livro do Génesis que tive, o professor insistia muito que Deus não tinha colocado o homem como senhor da criação, mas como pastor. A nossa tarefa é a de dominar ou a de apascentar?
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Sublinhei num livro de entrevistas a Marguerite Yourcenar, uma história quase tão bonita como esta. Havia uma rapariga que se recusava a dar um nome ao seu gato. Quando lhe perguntavam a razão, ela explicava: “gosto de pensar que ele vem ter comigo não porque o chamo, mas por que ele quer”.
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Da Bíblia mais duas coisas. Aquela passagem espantosa do profeta Isaías sobre os tempos messiânicos: «Então o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o novilho e o leão comerão juntos, e um menino os conduzirá. A vaca pastará com o urso, e as suas crias repousarão juntas; o leão comerá palha como o boi. A criancinha brincará na toca da víbora» (Is 11,6-8). E a impagável referência ao hipopótamo que aparece no Livro de Job. «É a obra-prima de Deus», garante-se (Job 40,19)! Ninguém diria, não é? Mas é do hipopótamo que Deus parte para mostrar a Job que se o mal é uma questão sem resposta, o bem ainda mais.
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Um dos poemas de Walt Whitman que gostaria de ter escrito diz assim: «Creio que uma folha de erva não vale menos do que a jornada das estrelas,/ E que a formiga não é menos perfeita, nem um grão de areia, nem um ovo de carriça,/ E que o sapo é uma obra prima para o mais exigente,/[…]E que a vaca ruminando com a cabeça baixa supera qualquer estátua,/E que um rato é milagre suficiente para fazer vacilar milhões de infiéis».
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A poetisa Adília Lopes contou-me, no café do seu bairro, como começou a escrever poesia. Foi muito imprevistamente. O seu gato desapareceu e em torno a isso, ligado a essa angústia, ela escreveu o seu primeiro poema. Só que a história tem um duplo final feliz: primeiro, o gato reapareceu-lhe, tempos depois, postado na varanda; segundo, a poesia não se foi embora.
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Maria Gabriela Llansol dizia que "entender um texto é como entender um cão".
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No funeral da Helena, com os olhos postos sobre o mar da manhã, o João Francisco leu para a mãe um poema de José Agostinho Batista. «Eu sou aquela que os vê./E caminho pelos seus caminhos e sou a/fogueira distante./O tempo não me apaga./Tenho os pontos cardeais e sou a bússola nas suas mãos,/quando eles vão sobre as águas./Sou os mapas, a constelação, o/cruzeiro do sul,/o arado, o cão,/aquela que os guarda…».

25/12/11

Oferta



uma expressão artística,
uma verdade histórica,
um sopro de fé cristã!




Trazemos nos olhos, o mundo Senhor!

O som do atabaque marcando a cadência.

Os pés tolerados, ensaiam libertos a marcha do Povo!

Acolhe Olorum!

06/12/11

através da verdade


Posso dizer que um dos maiores erros que um ser humano comete é temer a verdade. Não a tratando como uma amiga.
Quem não busca a conversão através da verdade, nunca entenderá o que é a vida.

Conversão não é simplesmente abaixar a cabeça, mas sim, levanta-la vislumbrando as inúmeras possibilidades do horizonte e adota-las para engradecimento de seu ser!

 foto de Gregory Colbert